Tão necessárias e tão subestimadas...
Em janeiro, após uma maratona de final de ano, que começou em setembro e foi até meados de dezembro/22, joguei a toalha e pedi arrego.
Parei com todas as atividades paralelas, estudos, cursos, redes sociais. Minha meta era passar janeiro "descansando". Descansando entre aspas porque o trabalho formal, materno e residencial não dão folga.
Nunca!
Como fui tola e ingênua... nem em fevereiro consegui voltar. Me conformei e planejei voltar com tudo em março... iludida!!!
Amores, não dá para forçar o nosso corpo, nossa mente, nosso emocional indefinidamente.
Uma hora, o corpo grita.
BERRA ALTOOOO.
E foi o que aconteceu...
Em março, retomei minhas atividades e, no final do mês, comecei a ficar doente.
Um resfriado meio tímido, em seguida, uma tosse absurda.
Óbvio que não dei importância, afinal tinha "descansado" por 2 longos meses... (aqui estou fazendo cara de ironia).
Deu ruim, né, minha gente.
De lá para cá foram semanas de remédios, antibióticos, xaropes e muita reflexão...
Por que motivo não respeito meus limites?
Por que não aceito que não é saudável ter uma rotina de 18 horas de trabalho?
Por que não priorizo minha saúde mental, emocional e física?
Por que? Por que? Por que?
A resposta é simples. Sempre foi muito simples.
Somos ensinadas desde cedo a dar conta. A sermos mulheres maravilha.
Ser auto suficiente e independente é o auge do sucesso....
Ir contra essa doutrina é difícil e dolorido. Precisamos quebrar um monte de crenças, expectativas e cobranças que nos são impostas desde criança.
Eu precisei parar. Eu precisei aceitar que precisava parar.
Eu precisei aprender a gostar de pausas. Eu precisei pausar.
Foi me olhando, me conhecendo, me priorizando e me amando que consegui me dar todas as pausas necessárias.
Pausas verdadeiras. Pausas sem auto cobranças. Pausas sem auto punição, sem remorço e, principalmente, pausas sem culpas.
Estou hoje em constante pausa e, vez ou outra, me dou ao luxo de extrapolar.
Mas só por diversão. Nunca mais por obrigação.

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